sexta-feira, 18 de agosto de 2017

19º Dia – Chegando em Cusco (Peru)

O ônibus realmente é muito confortável, mas a estrada não ajuda muito. Foram quase quinze horas de muitas, muitas, muitas curvas! Mainha vomitou logo no início e ficou mal todo o percurso.

Chegamos em Cusco as 11h30 e fomos direto para o hotel. Muito bem localizado, o Del Prado Inn é bem confortável, com água quente e banheira (e aceita cartões). Tomamos aquele banho e fomos almoçar, mainha continuava com náuseas, então ela ficou descansando enquanto eu fui tentar encontrar nossas passagens para sair de Cusco (pois ainda não sabemos como chegar no Brasil).


Comprei uma passagem de avião para Puerto Maldonado, disseram que de lá tem como chegar no Brasil... kkkkkk Então agora é curtir Cusco, já que vamos passar três noites aqui!

Voltei para o hotel e mainha já estava melhor, então fomos juntas dar uma volta pela cidade, como estamos ao lado da praça principal, caminhar é a melhor opção.




Assistimos o final da missa na Igreja da Campaña de Jesus e fomos jantar. Tudo que olhávamos não agradava, tinha comida mexicana, comida italiana, comida peruana, pizzas, sanduíches... nada nos dava água na boca! Queríamos mesmo era um pão com ovo e queijo e uma xícara de café com leite. Acabamos encontrando um lugar que alterou um pouco seu cardápio e pode nos fornecer isso: o nome do lugar é Yajúú e fica na Praça das Armas... Logo em seguida chegaram mais 3 brasileiras com o mesmo propósito!



Depois do jantar retornamos ao hotel.

Custos:

Táxi para o hotel: S$ 10,00
Almoço: S$ 20,00
Hospedagem: com Bancorbrás... rsrsrs
Pão com queijo + café com leite: S$ 9,00

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

18º Dia – Nazca (Peru)

Mainha acordou “um pouco” melhor, então, tomamos café e fomos até o centro. Não existe exatamente um transporte público em Nazca, sua ausência é justificada pelo tamanho da cidade. Vários carros pequenos, inclusive “QQ” ficam circulando e buzinando, se você acenar eles te levam a qualquer lugar, e é possível dividir a corrida com outros passageiros. 

Circulamos a Plaza de Armas, onde fica a prefeitura e a Igreja, que mainha não poderia deixar de entrar...


Em seguida, fizemos um passeio até o Cemiterio de Chauchilla, onde as múmias podem ser observadas a céu aberto.


Em virtude do clima seco do deserto, os corpos encontrados aqui permaneceram intocados até o início deste século, quando o local foi invadido por saqueadores que infelizmente fez com que a maioria das pedras preciosas e ouro que haviam nas múmias fossem roubados.

Mesmo assim, as múmias que existem aqui, com seus longos cabelos, enterradas em posição fetal, com seus objetos pessoais e viradas em direção ao sol, tornam-se uma grande atração turística. Eu ache o máximo!


Ao final do passeio, mainha já não estava mais se sentindo bem. Então fomos fazer um tour diferente, dessa vez para o Hospital de Apoyo de Nasca. Entramos pelo setor de emergência e ela foi atendida na mesma hora. Tomou dois soros, alguns antibióticos, fez hemograma e exame de fezes. Tudo pago: desde a consulta, a agulha, o soro, o potinho do exame e os medicamentos... Mas não é caro e eles foram bastante atenciosos com ela.

Não acusou nenhuma bactéria e o hemograma estava todo normal. Saímos de lá com a recomendação de que ela tomasse bastante líquido e comidas leves, nada de frutas e verduras.

Ela ficou no hotel para descansar e eu fui continuar o tour. Dessa vez fui ver as linhas de perto. Nos arredores da Rodovia Panamericana possui boa parte dos desenhos. Através de um mirante erguido por Maria Reiche é possível observar e ter uma noção do tamanho dos desenhos.


O que é mais impressionante, pelo menos pra mim, é que as linhas são desenhadas apenas pela “limpeza” do terreno. Ou seja, tira-se as pedras escuras, deixando o chão limpo (varrido)! Não tem cimento, nem rochas grandes, nem pintura... nada disso! E os desenhos só não se acabam, porque nessa região chove muito pouco, ou quase nada.

Maria Reiche, falecida em 1998, veio da Alemanha nos anos 40 e dedicou toda a sua vida estudando as Linhas de Nasca, no início ela era tida como uma louca, que caminhava sozinha pelo deserto, tomando nota de tudo e fotografando cada detalhe. Pediu abrigo em uma fazenda, para ficar mais próximas das linhas e se dedicar mais. Morreu pobre e sem filhos! Hoje ela é idolatrada por muitos, tem inclusive fotos dela por toda a cidade, em restaurantes, lojas, hotéis... Uma estudiosa austríaca chamada Viktoria Nikitzi acompanhou os últimos anos de vida de Maria Reiche, hoje ela dá sequência ao trabalho, com novas teorias. A mesma é tida como “louca” por alguns. E a história se repete.


No museu Maria Reiche, onde ela morou, está seu túmulo e a exposição de seus estudos.


Conheci também os Geoglifos de Palpa. No meio do nada, também no deserto, um pouco mais distante, esses bem diferentes e nas montanhas, no entanto, com o mesmo mistério de ninguém saber quem os fez.


Retornei para o hotel após o por do sol, mainha já havia comido banana, maçã e laranja... kkkkkk Fomos para o terminal da Cruz Del Sur, mais chick que muitos aeroportos, o ônibus super confortável, saiu as 21h, rumo a Cusco...




E mainha ainda comprou jujubas!


Custos:

Tour até o Cemiterio de Chauchilla: S$: 80,00
Entrada do Cemitério: S$ 8,00
Táxi compartilhado até o Centro: S$ 2,00
Despesas com o Hospital: S$ 90,90
Táxi de volta para o hotel: S$ 5,00
Tour pelas linhas de Nazca e Geoglifos: S$ 100,00
Entrada para o Mirante: S$ 3,00
Entrada no Museu Maria Reiche: S$ 15,00
Passagem Nazca – Cusco em cadeira tipo Cama + jantar + café da manhã: S$ 112,00

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

17º Dia – Sobrevoando as Linhas de Nazca (Peru)

Chegamos em Nazca as 7h, mainha estava cada vez pior. Pedimos ao Hotel que nos recebessem mais cedo para que ela pudesse descansar, pois por mais conforto que o ônibus pudesse oferecer, a noite foi um pouco conturbada, seguida de vômitos e mal estar. No banheiro do ônibus som era permitido “orinar”, opção difícil para quem está com infecção intestinal.

Ficamos hospedadas no B Hotel Nasca Suites, ele fica ao lado do aeroporto e distante de todo o resto. Possui piscina, TV a cabo e Internet. O quarto é bem confortável e a água é quente. O clima daqui é ótimo, não faz frio e tem sol o dia todo!

Mainha ficou no hotel para tentar dormir e eu fui fazer o vôo pelas linhas.

As Linhas de Nazca são uma das maiores riquezas arqueológicas do Peru. Trata-se de um misterioso conjunto de figuras e formas geométricas que são vistas por quem sobrevoa a árida planície em que se encontram. Os desenhos que até hoje é um grande enigma, tornam-se a maior atração da região.

Como falei, estamos hospedadas ao lado do aeroporto, que fez com que fosse fácil chegar ate lá. Várias aeronaves fazem esse passeio em aviões com capacidade para até 6 pessoas. Fiz pela Aeronasca que observa até 12 desenhos e os aquedutos. Nosso acento no avião depende do nosso peso, não podemos escolher o lugar onde vamos sentar, mas é possível ter uma boa visão de qualquer um deles. 





O vôo durou 40 minutos e foi bem emocionante, pois o piloto fica virando o avião para que possamos ver bem as figuras. Causou um pouco de enjôo também.


A visão é realmente incrível, é possível identificar claramente os triângulos, as imagens de animais e as diversas linhas. E o mistério é exatamente esse: Quem desenhou? Como fizeram de forma tão precisa?

aranha desenhada


E os aquedutos? Feitos de pedras com formato em espiral, que ainda em funcionamento são responsáveis pela irrigação da localidade, levando água de das lagunas das montanhas aos campos das redondezas. 


Depois do passeio retornei ao Hotel, mainha ainda estava muito mal. Tomamos uma canja de galinha e ela pediu algumas frutas. Também fiz soro caseiro para ver se melhorava...

Chegou a noite e ela não melhorou. Seu seguro viagem é uma porcaria, pois o telefone não atende. Fui na farmácia comprar alguns medicamentos para flora intestinal para ver se ela melhora. Fiz um amigo no aeroporto que me acompanhou até a farmácia (como disse, o hotel que estamos é longe de tudo). Ele foi muito gentil e me ajudou bastante.


Medicada, tomando chá e soro caseiro, vamos ver como será a noite.

Custos:

Sobrevôo sobre as linhas de Nazca: UDS: 100,00 (dólares)
Canja de galinha: S$ 12,00
Táxi até a farmácia e retorno: S$ 2,00
Medicamentos: S$ 29,00

terça-feira, 15 de agosto de 2017

16º Dia – de Puno para Nazca (Peru)

Tive uma noite maravilhosa, o aquecedor fez tanto efeito que até suei!

Mainha acordou um pouco indisposta e com febre e o pessoal do Hostal nos deixou ficar até o horário de nossa partida para Nazca, que foi excelente! Mainha tomou um antitérmico e se enrolou nos cobertores e edredons, pois nem o aquecedor fazia efeito para ela.

Aproveitei para organizar bem minha mala, pois não sei bem o motivo, mas não está mais cabendo as coisas dentro dela... kkkkkk

Viajamos pela empresa Cruz Del Sur e nosso ônibus saiu as 15h, muito confortável (tipo cama), com refeições incluídas, DVD com bons filmes e manta térmica. A viagem foi longa e mainha ficava cada vez pior. Vomitou várias vezes durante a viagem, até encheu 4 sacos de vômito (acessório que me acompanhou durante todo o percurso).

Fizemos uma “escala” em Arequipa apenas para trocar de ônibus e seguimos para Nazca. Desistimos de ficar em Arequipa por dois motivos: o primeiro foi o clima, não aguentamos mais frio... rsrsrsrs, o segundo motivo foi que sua maior atração é o Cañón del Colca, que seria um passeio um pouco cansativo, com muitas trilhas (estamos guardando nossas forças para Machu Picchu).

Foi até melhor mesmo não ter ficado em Arequipa mesmo, mainha não está com a menor condição de sair do quarto (ou do banheiro).

Custos (valores em Soles):

Passagem de ônibus de Puno – Nazca + lanche, jantar e café da manhã: S$ 184,00
Táxi até o terminal rodoviário: S$ 5,00

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

15º Dia – Puno (Peru)

Acordamos as 6h para trocar de roupa, pois o passeio até as ilhas estava marcado para as 7h00. Descemos bem cedinho para tomar café e achamos estranho estar tudo escuro e sem ninguém. Passamos uns 15 minutos esperando, quando desce a dona com uma cara de sono informando que o café da manhã é só a partir das 6h30. Foi quando perguntamos: que horas são? Ela respondeu: 5h40... O fuso horário daqui tem duas horas de diferença do Brasil e uma da Bolívia... kkkkkk

Puno é uma cidade que está localizada a 3.855m de altitude e fica as margens do belo lago Titicaca. A cidade foi fundada pelos espanhóis, mas muito antes já era habitada pelos povos que faziam parte da cultura Pukara, império Tiawanaco e Incas, onde ainda vemos fortes marcas deles. 

As principais atrações da Cidade são as pitorescas ilhas do lago. Conhecemos duas dessas atrações. O Barco sai do Porto de Puno, é coberto, e possui cadeiras iguais as dos ônibus, também possui banheiro.

no porto de Puno

dentro do barco



A primeira parada foi em uma das Ilhas Flutuantes de Urus, onde possui as mais antigas comunidades a habitarem o lago Titicaca. Fica a 30 minutos de barco.



As ilhas são feitas de totora, que é uma planta que cresce nas margens do lago (parecidas com junco). O caule da planta também serve de alimentação e é matéria prima para construção dos barcos e cabanas. Ou seja, tudo aqui é feito dela!

totora



As casas possuem energia solar, e moram em média de 5 pessoas em cada uma delas...

dentro da casa

com a placa de energia solar
Depois de conhecer um pouco dessa cultura, entrar em suas casas e experimentar o aguado caule da totora, fizemos um passeio no barco deles, que chamam-no de Mercedes. Ao embarcar, elas se despedem cantando...



a mercedes
Vamos agora ao próximo destino: Ilha Taquile. Uma opção não muito bem escolhida, principalmente para quem tem problema com a altitude, com degraus, subidas, caminhadas longas e trilhas...

São duas horas e meia de viagem até chegar na ilha. Nesse pequeno pedaço de terra (que é a terceira maior ilha do lago), moram pessoas com costumes herdados dos incas. Suas vestimentas dizem seu estado civil ou posição social. Não podemos tirar fotos deles para não tomar suas almas...

O passeio se resume a subir quase 2km em degraus nada fáceis, até atingir o topo da ilha, onde pode-se observar seus dois lados. 





Por incrível que pareça, encontramos quatro paraibanos de João Pessoa aqui, eles estão se aventurando pelo Peru e ainda não estavam adaptados com a altitude.

os 4 paraibanos que encontramos


Lá em cima, fazemos uma pausa para almoçar, onde nos servem a truta com quinua feita pelos nativos. Algumas pessoas passaram mal, uma moça não parava de vomitar, outros paravam para descansar e mainha disse que foi o maior “programa de índio” que fizemos...

Depois de comer e descansar por 10 minutos, tivemos que descer mais 550 degraus por outro caminho, até retornar ao barco. Daí mais três horas de viagem até o Porto.



De volta a cidade, deixamos as mochilas e casacos no Hostal e fomos para o calçadão da Rua Lima, onde jantamos. O Tulipan's Restaurant aceita cartão, tem um bom atendimento e serve o exótico Cuy  (porquinho da índia para nós) . Ainda ganhamos dois Piscos Sour de cortesia!


Cuy chajtado


porquinho da índia

Estava muito bom por sinal.

Custos (valores em Soles): 

Passeio pelas ilhas de Urus e Taquile + almoço e guia: S$ 70,00 
Triciclo até o calçadão: S$ 2,50 
Jantar (Cuy chajtado): S$ 35,00
Triciclo de volta: S$ 3,00 

domingo, 13 de agosto de 2017

14º Dia – Cruzando a fronteira Bolívia – Perú

Acordamos sem pressa, afinal, ninguém queria tomar banho gelado logo cedo. Como o horário do check-out era apenas as 10h30, ficamos no Hostal até essa hora. Deixamos nossas malas lá mesmo e fomos caminhar pela cidade.






Admiramos um pouco o lago, e retornamos ao Coffee Shop Copacabana Restaurante, pois além de aceitar cartão de crédito, seu cardápio é variado e TUDO é simplesmente delicioso lá. Eu pedi Nachos con Guacamole, e mainha pediu Tacos de Thucha.



A coca-cola aqui parece ser mais gostosa, e está fazendo um bem danado, nem sentimos mais a altitude, está fazendo mais efeito que as folhas de coca.


De barriga cheia, pegamos nossas malas e seguimos para o ônibus. Nossa saída estava marcada para as 13h30, mas com o transito, ainda devido ao Challa, só conseguimos sair as 14h.

Pouco tempo depois chegamos na fronteira (Bolívia-Peru), onde temos que descer para a migração. Ninguém orienta muito bem, então simplesmente vamos “seguindo o fluxo” até encontrar a fila de turistas. Quem não está com o passaporte, deve ter uma cópia do visto, mas não se preocupe, bem do lado eles tiram cópias... rsrsrs




Recebendo os carimbos, temos que ir caminhando até o setor de "controle migratório", para receber o visto, também não nos explicam isso, continuamos seguindo o fluxo. E pensado com preocupação: “por onde será que está o ônibus com todos os nossos pertences?”



Visto recebido, nos concederam 90 dias, que tal? 

Retornamos ao ônibus, que para nosso alívio estava a poucos metros, nos esperando.

Mais umas 3 horas de viagem até chegar em Puno. Aproveitamos para tirar um belo cochilo.

Chegamos na estação rodoviária umas 17h e aproveitamos para ver as passagens dos próximos destinos, que para nossa grande sorte a empresa Cruz del Sur faz os trechos Puno-Nazca e Nazca-cusco, e o melhor: acerta cartão de crédito!

Com os próximos trechos já adquiridos, vamos curtir a cidade, aproveitamos uma agência de turismos e agendamos um tour para o dia seguinte. Aqui 1 dólar vale 3,22 soles, como compramos todos os trechos no cartão (com exceção do que volta para o Brasil, pois ainda não sabemos como será), o dólar que eu tenho custeará o restante de nossa viagem.

Pegamos um táxi e fomos para o Totorani Inn. Bem localizado, quarto super confortável com aquecedor, banheiro limpo e com água quente (inclusive a da pia). Ah... e internet rápida!




Deixamos as malas e fomos caminhar pela cidade, afinal, ainda estava cedo. Pegamos uma espécie de triciclo (o transporte público daqui), que por S$ 3,00 nos levou até a Catedral, que fica em frente a Plaza de Armas.




Pedimos nossas graças e caminhamos duas quadras até a Parroquia San Antonio de Padua, onde assistimos a Missa. Mainha nunca esteve tão feliz!




Decidimos voltar caminhado, pois o frio estava suportável e o centro da cidade é pequeno, plano e fácil de percorrer a pé. Passamos por um calçadão incrível (Rua Jr. Lima), cheio de lojas e restaurantes até chegar na Igresia San Juan Bautista, onde pedimos por nossos padres que estão no Brasil, em especial Pe. Waldemir, Pe. Egídio e Pe. Joseilson.

Igresia San Juan Bautista ao fundo


Caminhando, chegamos no Hostal, e nosso jantar foi os sanduíches de queijo com salada que compramos em Copacabana.

Custos (valores na moeda boliviana e peruana):

Passagem de Copacabana até Puno: B$ 30,00
Almoço (Nachos com Guacamole): B$ 20,00
Sanduiche de queijo com salada: B$ 5,00
Táxi até o Hostal: S$ 6,00
Triciclo até a Catedral: S$ 3,00
Hospedagem no Totorani Inn: S$ 49,00 (valor por pessoa em quarto duplo)